Sobre escrever

talvez o que procuremos seja o incentivo a continuar. isso não existe. o que existe é a insistência em continuar.

aqui estão alguns vídeos e textos que me ajudam a continuar.

Falando em línguas: uma carta para as mulheres escritoras do terceiro mundo, de Gloria Anzaldúa:  “Os problemas parecem insuperáveis, e são, mas deixam de ser quando decidimos que, mesmo casadas ou com filhos ou trabalhando fora, iremos achar um tempo para escrever”.

Mother, writer, monster, maid (Mãe, escritora, monstro, empregada doméstica), de Rufi Thorpe http://velamag.com/mother-writer-monster-maid/ : “Seria impossível equilibrar as exigências de uma carreira artística com as exigências de múltiplas crianças? … O conflito é entre o egoísmo do artista e o altruísmo de uma mãe”

Os gatos não vão para o céu – ou – E se Shakespeare tivesse uma irmã escritora?  “Isso porque um gênio como o de Shakespeare não nasce entre pessoas trabalhadoras, sem instrução e humildes. Não nasceu na Inglaterra entre os saxões e os bretões. Não nasce hoje nas classes operárias. Como poderia então ter nascido entre mulheres, cujo trabalho começava, de acordo com o professor Trevelyan, quase antes de largarem as bonecas, que eram forçadas a ele por seus pais e presas a ele por todo o poder da lei e dos costumes? “

um teto todo seu

Sobre acreditar e lutar pela sua arte, Rodrigo van Kampen, blogue Viver da Escrita

How to Beat the Imposter Syndrome Feeling: Approximately 70 percent of us will experience a period of self-doubt at least once in our lives. Rebuild your confidence using these five strategies. By Christian Jarrett http://99u.com/articles/54774/how-to-beat-the-imposter-syndrome-feeling : trechos.

O direito à literatura, Antonio Candido – vídeoantonio-candido-o-direito-a-literaturapdf

A importância do ato de ler, Paulo Freire

Seminário Brasil, brasis: A literatura infantil e juvenil na atualidade, com Ana Maria Machado, Elizabeth Serra e Graça Ramoshttps://www.youtube.com/watch?v=TcAdOFZwx4g : “Ana Maria Machado pergunta a Elizabeth Serra: Você acha que nas compras governamentais existem imposições politicamente corretas que começam a atingir a maneira como as editoras selecionam os seus catálogos?”

TV BRASIL. Sem Censura Especial: Ana Maria Machado. 8 dez. 2015.: “… ela [Ana Maria Machado] não promove essa conciliação programática e pedagógica, de modo geral ela propõe um final aberto e corrosivo. […] mostrando que as coisas estão em mutação, não há uma cristalização das coisas. Esse sentido de processo, esse processo que não tem um fecho pedagógico.” (Geraldo Carneiro)

4º Ciclo | Os ficcionistas –  Conversa de escritora – Ana Maria Machado. 2 jun. 2015. “Quem me chamou a atenção para esse poema [O nome dos Gatos, de T.S.Eliot] foi o compositor Edu Lobo, em uma declaração que deu quando o Chico Buarque fez 60 anos. Edu lembrou que, da mesma forma que Eliot diz que algumas pessoas especiais e raras conseguem descobrir o nome da alma do gato, alguns compositores especiais e raros conseguem saber o nome da alma de uma música, a letra perfeita que aquela música guardava. De certo modo é esse o desafio de um escritor: descobrir a alma de sua história e dar nomes a ela. É um desafio misterioso, inexplicável, quase um milagre”

Elizabeth Gilbert, Your elusive creative genius

Chimamanda Ngozi Adichie, The danger of a single story

Seja um artista, agora mesmo! , Young-ha Kim : A pergunta que mata a arte: “Para que você vai fazer isso?” — “A arte é o objetivo final. Ela salva nossa alma e nos faz viver felizes. Então, em resposta a uma questão tão pragmática, nós temos de ser ousados. ‘[faço arte] Só por diversão. Vou continuar de toda forma’ “.

Proudhon e Courbet – discussão sobre a arte –  “Não compreendestes que a arte é a livre expressão de um coração e de uma inteligência, e que ela é tanto maior quanto mais pessoal for. “

 

ira glass 02

outros mais:

Alguns vídeos sobre Literatura

Café filosófico: entendendo o que move as pessoas em nosso mundo

As regras de minha escrita

Cuidado com a segurança!  : Não torne o texto seguro. Não dê lições de moral. Não precisa ser perfeito, nem o texto, nem a vida, nem você. Arrisque-se. Permita que seu texto também se arrisque.

Quem é você: Quem é você? Conhece-te a ti mesmo. Mergulhe em suas águas profundas. Não se preocupe em encontrar respostas. Provavelmente vai ser confuso pacas.

Fala! : Quando estiver confuso, silencie, escute, enfeite-se, cante, dance. Se não entender a pergunta, não responda. Dance mais, braços abertos, gire. O mundo é você e sua dança. Admire os sorrisos, ignore as caras feias. Você não precisa escrever nem falar nada. Você escolhe. Você é um artista, viva com olhos de artista, nem tudo precisa ser escrito em papel, conte histórias para o vento, sussurre suas ideias para suas plantas, discuta estratégias com seu gato.

Dance no ritmo: está dizendo que não tem mais ritmo, mas ouça o que você está fazendo, eu diria que seu ritmo é tremendo. A música vem de você, a escrita vem de você, você é o ritmo. O ritmo é como você encadeia seu pensamento, como você respira, é até como você acha que não tem ritmo.

Desperte o amor:  se não souber por que alguém não contou como despertar o amor,  se não souber por que não aprendemos a cada erro, se não souber como, olhe para todos, veja o amor que está dormindo, e escreva sobre isso.

Não tenha medo do silêncio : seus personagens não precisam tagarelar o tempo todo. Seu cenário não precisa ser cheio o tempo todo. Seu enredo não precisa ser abarrotado de ação. Ache seu ritmo no espaço entre o que há e o que não há. Tão importante quanto escolher o que falar é escolher o que não falar. Tão importante quanto mostrar, é saber o que não mostrar. Conheça o conceito “Ma” da tradição japonesa, o espaço negativo.

Isso também pode ajudar

Pavê de amendoim

 

 

 

Mestre literário

O ditado chinês  diz que, quando o discípulo está pronto, o mestre aparece. Em minha ânsia por encontrar o tal mestre, e por não encontrá-lo, me levei a crer que eu não estava pronta.

Edenilton Lampião libertou-me dessa espera ao reorganizar o ditado chinês em um novo pensamento: quando o discípulo está pronto, o mestre desaparece.

Não é como se não existissem mestres, tampouco significa que não preciso deles. Apenas é a transgressão de uma regra que me impedia caminhar com meus próprios pés.

Meus mestres existem, mas, devo admitir, a maioria deles não está mais entre nós. Não sei como era antigamente, como eram os discípulos e os mestres. Sinto que tendo a romantizar muito essa relação, e imaginá-la como algo orgânico e mágico. Sinto também que dificilmente tenha sido assim.

Então, em minha mente, sento-me na relva e escuto meus mestres desfiarem tudo o que sabem e sentem. Meu mundo literário inteiro ilumina-se quando eles aparecem. Basta que eu abra um de seus livros.

Cartas a um Jovem Poeta (Rilke)
Escritos Autobiograficos Automaticos e de Reflexao Pessoal – Fernando Pessoa (A Girafa Editora)
Grande Magia (Elizabeth Gilbert)
A guerra da arte (Steven Pressfield)
Instructions (Neil Gaiman)
Literatura Infantil (Nelly Novaes Coelho)
Mulheres Que Correm Com Os Lobos (Estes, Clarissa Pinkola)
Negociando com os Mortos (Margaret Atwood)
O Escritor e seus Fantasmas (Ernesto Sabato)
O escritor e sua missão (Thomas Mann)
O homem e seus símbolos (Jung)
Oficina de Escritores – Um Manual para a Arte da Ficção (Stephen Koch)
Os segredos da ficção (Raimundo Carrero)
Palavra por palavra (Anne Lamott)
Seis Passeios Pelos Bosques da Ficção (Umberto Eco)
Sobre escrever (Stephen King)
Um ensaio autobiográfico (Borges)
Um teto todo seu (Virginia Woolf)
O Zen e a arte da escrita (Ray Bradbury)

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